Como me tornei Agente da Polícia Federal?!


Olá queridos amigos,

É um prazer compartilhar minha história com vocês, pois sei que estudar para Concurso público não é fácil e exige extrema dedicação se realmente quisermos ser aprovados, e histórias de vitórias e derrotas podem nos ajudar na nossa caminhada. Digo isso pois tem gente que acha que quer, mas não age como deveria. Turmas lotadas, salas cheias e nos sentimos incapazes de ser aprovados num concurso público disputando com aquela imensidão de concorrentes. Mas tudo isso passa após a primeira aprovação e percebemos que passar em concurso é questão de planejamento e renúncia. Nos idos do ano de 2008 eu era Tenente Temporário do Exército e servia em Brasília. Os Oficiais temporários do Exército podem permanecer por até 8 anos na força terrestre. Logo, eu sabia que tinha prazo de validade. Era oficial, exercia função de comando, tinha uma boa remuneração à época, mas sabia que tudo poderia acabar em pouco tempo. Dessa forma eu precisava de um plano para continuar mantendo o padrão que tinha alcançado até ali. Como servia em Brasília, que é a cidade dos concursos, e fazia faculdade na UnB, tinha muitos amigos e convivia com muitos deles e sabia de suas vidas. Muitos já eram servidores ou seus pais eram e eu podia ver como suas vidas eram profissionalmente e economicamente estáveis. Não serei hipócrita de dizer que a maioria de nós quando busca realizar um concurso público o faz por amar a administração pública, mas sim procurando uma boa remuneração e estabilidade. Vi que meu caminho então era partir para o serviço público e existiam algumas carreiras que eu já almejava no futuro, como a Polícia Federal, mas naquele momento eu queria mesmo era passar em alguma coisa, qualquer coisa. Comecei então a acompanhar o mundo dos concursos e em 2008 saiu o concurso para o Ministério da Saúde. Como trabalhava todos os dias e fazia faculdade a noite, não tinha tempo para entrar em um cursinho durante a semana, então me matriculei numa turma que funcionava aos sábados e domingos das 8 as 18. Ali tive meu primeiro contato com as disciplinas mais básicas de todo concurseiro, como Direito Administrativo, constitucional, raciocínio lógico e etc. Minha sorte foi que já de cara tive excelentes professores como Ivan Lucas e João Trindade. O curso era bom, mas corrido para um marinheiro de primeira viagem como eu. OBSERVAÇÃO : Posso dizer de cadeira que cursinhos são bons para que você concursando adquira uma base, entretanto depois um tempo é mais importante que você mesmo monte seu planejamento, escolha seus próprios materiais e estude sozinho, ou em grupo. Só que o problema era que eu só ia pro cursinho e não estudava em casa. Eu não fazia aquele ALGO A MAIS, de quem deseja profundamente passar. Logo aconteceu o inevitável: Eu não passei, mas tirei uma nota razoável para quem estava começando. Considerei então uma experiência interessante. Adquiri os primeiros conhecimentos e uma motivação para continuar. Logo depois saiu o Concurso do Ministério do Trabalho e emprego e o conteúdo era praticamente o mesmo, só alterava a parte específica relativa ao MTE. Me empolguei então com o edital e resolvi continuar tentando.

Entrei novamente numa turma que funcionava aos finais de semana o dia inteiro. Comecei a estudar alguns dias a noite após a faculdade, entretanto sem método algum e lendo somente aquilo que mais me interessava. Esse concurso tinha a peculiaridade de as vagas serem divididas por agências do MTE, sendo assim eu só concorreria as vagas da agência que eu escolhesse. Nesse período eu ainda tinha um grande desejo de retornar a minha cidade natal, o Rio de janeiro, por isso decidi concorrer para lá. Dentre as diversas agências existentes no RJ, eu escolhi a de Marechal Hermes, pois achei que pela localização ninguém iria querer. Ledo engano. As maiores notas foram na agência de Marechal Hermes e eu fiquei na sexta posição, para 4 vagas possíveis. Sendo que se eu tivesse escolhido qualquer outra agência do RJ eu teria ficado DENTRO DAS VAGAS, exceto para Marechal Hermes. Fiquei triste e feliz ao mesmo tempo. Triste por não ter entrado por pouco, mas feliz pela minha evolução em tão pouco tempo. Hoje vejo como nada é por acaso e como foi bom eu não ter passado. (Na verdade bom não ter sido nomeado naquele momento, mas posteriormente, quase no final do concurso, fui nomeado para o cargo, mas ai já estava numa outra bem melhor). Naquela época eu ainda estava terminando a universidade e se tivesse que ir pro Rio teria que transferir a faculdade e provavelmente demoraria mais pra me formar, além do que sairia de Brasília, que foi a cidade que me ofereceu as melhores oportunidades de estudo pra concurso e com certeza acabaria me acomodando no novo cargo. E talvez a caminhada até a PF demorasse muito mais. Passado o ano de 2008 e essas novas descobertas sobre o mundo dos concursos percebi que se não tivesse um plano, nada daria certo. Então escolhi focar o ano de 2009 para me formar e em 2010 só estudar para concurso (além do meu trabalho é claro). Acreditava e acredito que estando formado ampliaria muito mais minhas possibilidades de aprovação. Planejado foi e assim ocorreu. Em 2009 só trabalhei e estudei. No meu último semestre da UnB peguei 42 créditos. Sim, isso é possível. Obviamente escolhi alguns professores picaretas e consegui terminar com todos os créditos necessários. Enfim formado! Já em 2010 rolavam boatos que o MPU lançaria um grande concurso, e também havia sido o ano que tinha decidido que iria passar. Até porque meu prazo de validade no Exército estava acabando e eu só tinha até junho de 2011 para permanecer no EB. Depois disso estaria desempregado. Diante desse cenário me matriculei numa turma do Gran Cursos e comecei exatamente no dia 1º de março de 2010. Era a primeira turma diária que eu fazia e voltada para o concurso do MPU.

Minha rotina era a seguinte:

  1. Trabalhava de 8 às 17hs;

  2. 19 as 22 Curso;

  3. 23 as 02 hs eu estudava sozinho.

No período do meu expediente eu também estudava quando tinha algum tempo livre. Não vou mentir. Também contei com a sorte pois como estava caminhando pro meu último ano de EB, existia um regulamento que previa que o Oficial temporário no seu último ano poderia ter um horário flexível. Conversei então com meu Comandante e acertarmos que eu deixaria a minha seção com todo trabalho em dia e sendo assim poderia sair do trabalho as 14 e 30. Eu saía então do trabalho as 14 hs e 30 e ia pra sala de estudos do Gran Cursos ou pra alguma outra biblioteca. Estudava até as 18 hs e 30 e posteriormente ia pra aula, das 19 as 22 hs. Saindo da aula estudava das 23 hs até as duas da manhã. Nesse período passei a estudar uma carga horária bem maior, entretanto ainda não tinha método. Estudava o que estivesse a fim naquele dia. Não tinha um quadro horário dividido por matérias e tempo de estudo. Estudava muito, mas sem método algum. Além disso, 2010 foi um ano com muitos concursos. Me inscrevi em todos que tinham um edital mais ou menos parecido com o do MPU. Regra geral esses concursos administrativos cobram a mesma coisa, e só muda a legislação específica de cada órgão. O concurso do MPU só seria em outubro, pelo que me recordo. Fiz diversos ministérios e agências reguladoras até lá. E passei bem próximo das vagas em 3. 1)Ministério do Desenvolvimento Social 2)AGU 3)MPU Em nenhum dos 3 passei nas vagas, mas passei raspando e pela grande rotatividade já sabia que seria nomeado. Já em Outubro de 2010 fui nomeado no MDS, mas preferi não tomar posse pois já sabia que seria nomeado na AGU. Fiz a loucura de levantar a ficha de todos os aprovados na minha frente e ligar pra quase 80% deles pra saber se tomariam posse ou não....loucura de concurseiro desesperado... Minha grande conclusão disso: em menos de 6 meses de estudo consegui ser aprovado e na boca pra ser chamado em 3 concursos. Fui nomeado nos 3 e sendo assim cai por terra aquela teoria de que você precisa de mais de 2 anos pra passar. Pedi baixa do Exército em novembro de 2010 e voltei para o Rio de janeiro para aguardar minha nomeação na AGU, que ocorreu em janeiro de 2011. Em janeiro de 2011 voltei pra Brasília, tomei posse como Técnico Adm da AGU e fui lotado na seção de licitações. Rapidamente consegui exercício provisório no Rio de Janeiro, e em maio de 2011 já estava concursado num órgão federal e morando no Rio de Janeiro. Entre começar a estudar firme em março de 2010 e a posse, não levou nem um ano. Eu estava realmente muito feliz e decidi que ia curtir meu novo cargo e parar de estudar por um tempo. E assim fiz, de janeiro de 2011 a novembro de 2011 eu não estudei nada, não peguei em nenhum livro. Foi então quando saiu a autorização do Concurso dos meus sonhos: Agente de Polícia Federal. Desde meus tempos de Exército eu era sangue nos olhos e sonhava em ingressar na PF. Seriam 500 vagas para Agente e pensei comigo mesmo que era a minha grande oportunidade e que demoraria muito pra sair novamente outro concurso com aquele número de vagas. Coloquei na minha mente que seria AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL. Li umas 5 vezes o Livro Charlie Oscar Tango, que narra a trajetória de dois Policiais no Comando de Operações Táticas, que é como se fosse o BOPE da PF. Aquelas páginas só me instigavam cada vez mais. Decidi então que a partir daquele momento seria diferente. Que o concurso da PF era um concurso de cachorro grande. Salário mais alto, nível superior e sonho de muita gente. A concorrência seria muito alta. Se eu não estudasse de uma forma diferente da que eu tinha utilizado até então EU NÃO IRIA PASSAR. Sendo assim montei um plano de estudos contendo todo o meu horário do dia, desde a hora que acordasse até a hora de dormir. Colunas com os dias e linhas com horários. Como trabalhava, eu precisaria otimizar meu tempo de estudo e acordar mais cedo e dormir mais tarde, só assim eu conseguiria. Passei então a acordar as 5 e meia da manhã, e começar a estudar as 6 hs. Estudava então das 6 da manhã até as 10. Quando parava para tomar banho e ir trabalhar. Tenho então que agradecer meu chefe, que flexibilizou meu horário e permitia que eu chegasse as 11 e saísse as 18. Fazia então um horário corrido. Saía então as 18 horas do trabalho e chegava em casa as 19 hs. Começava a estudar novamente as 20 hs e estudava até as 2 hs da manha. Na verdade meu planejamento era estudar até as 2 mas nem sempre eu aguentava. E essas horas que não conseguisse, eu tirava no trabalho. Com meu Pdf no computador. Essa era minha rotina em regra, mas as terças e quintas eu ia pra academia das 6 as 7 e meia da manha, visto que o concurso da PF exige prova física e nesses dias só iniciava meu estudo as 8 da manhã até as 10. Cabe ressaltar que eu já fui militar e a prova física foi relativamente fácil pra mim, mesmo treinando pouco. Se você é sedentário ou está acima do peso, deverá dedicar algum tempo antes da prova para sua preparação física. Se deixar pra treinar a parte física depois que passar na prova teórica, existem grandes possibilidades de você reprovar na prova física. Montei meu plano de estudos deixando uma carga horária maior para as matérias que eu era fraco, como contabilidade e economia e estudando menos tempo as que eu já tinha facilidade, como direito. Cabe ressaltar que em determinado momento verifiquei que seria difícil pra mim aprender economia, e pelo histórico sabia que cairiam no máximo 5 questões desse assunto, resolvi então chutar o balde e não estudar mais economia e tentar compensar em outras matérias, se caísse algo mais simples dentro de economia e que eu soubesse, ótimo, caso contrário eu deixaria em Branco.

E assim passou novembro, dezembro, janeiro.Em Janeiro eu quase dei um tiro no pé. Saiu o edital do Senado e meu olho cresceu. Salário de 18 mil reais pra analista e 14 mil pra técnico. O dinheiro nesse momento falou mais alto que a vocação. E resolvi tentar focar janeiro e fevereiro para o Senado. Fiz isso. Mas só consegui ficar no cadastro de reserva... Logo após a prova do Senado retomei os estudos pra PF, mas poderia ter me dado muito mal, pois só algumas matérias do Senado cairiam também na PF,logo perdi quase dois meses de estudo pra PF,e ai meu outro aprendizado: FOCO. Não adianta metralhar tudo. Escolha um edital e dedique-se a ele. Só faça outras provas se tiverem o edital idêntico ou 90% parecido, caso contrário você perderá o foco e não passará em nada. Em março retomei os estudos pra PF após a prova do Senado. A prova da PF seria em maio e continuei no mesmo ritmo de antes Cabe ressaltar que nessa fase eu vivia uma crise conjugal. Tinha casado quando voltei para o RJ e estava muito infeliz com a situação. E ela era totalmente contra eu estudar para outros concursos. Achava que eu era ganancioso e não que queria crescer. Nunca achei ganancia. Concurso é democrático, oportunidade, mérito pessoal e não estava fazendo mal pra ninguém, talvez pra ela. Sendo assim eu estudava sem apoio nenhum. E é difícil estudar num ambiente desse. Eis que se aproximava o grande dia e eu aumentava o ritmo de estudos. E outro elemento essencial na minha preparação foi a grande quantidade de EXERCÍCIOS que eu fiz,acredito que em torno de uns 8 mil. Ficava logado direto no site questões de concursos, que é um portal que recomendo pelo nível dos comentários e pelo sistema de busca de questões deles que eu acho excelente. RESUMINDO: Pra PF Estudei em casa pelo material do ponto dos concursos,com um livro bom de cada matéria e fazendo questões no site questões de concursos.. Um bom plano de estudos dividido por matéria e conhecimento do assunto,e em torno de 7 a 8 horas líquidas por dia, eu estudava duas matérias por dia. No dia anterior a prova eu tinha planejado fazer uma grande revisão e fiz só que por volta das 19 hs passei muito mal, tive frio intenso, dor de cabeça e considerando que eu morava no Rio e o dia era de calor. Fui pro hospital e as 23 hs do dia anterior a prova eu estava no hospital tomando soro na veia. Diagnóstico:ESTAFA. Outro aprendizado: perto da prova tente relaxar, desacelerar... mas teimoso eu acordei no outro dia ótimo e ainda dei uma lidinha no material, visto que a prova era só as 14 hs. Rs Fui fazer a prova e como todos naquele dia saí como se estivesse saindo de um enterro. Andava pelos corredores e só via pessoas de cabeça baixa, em silêncio total e eu tinha dúvidas se tinha conseguido ir bem. Passados alguns dias saiu o gabarito e fiquei com 73 pontos, estava sempre entre os 50 primeiros em todos os rankings e tinha certeza que estava dentro e só dependia da minha nota na subjetiva para comemorar. E quando saiu: passei raspando, a média era 6,5 e passei com 6,9 mas passei (Observação: essa nota ruim na subjetiva foi reflexo do meu estudo individual e muito enfoque nas objetivas e quase zero na subjetiva) Como tirei um notão na objetiva e com as alterações no gabarito fui pra 77 pontos e somando com a subjetiva fiquei com 83 pontos, o que foi uma ótima nota. Fiquei muito bem classificado, pois estava em 125 e eram 500 vagas.

Após saber que iria para o TAF aumentei a carga dos meus treinamentos físicos. Mesmo durante a preparação para prova teórica eu já treinava para o teste, entretanto de forma mais leve, até porque primeiro eu queria passar na prova. Não adianta ser uma máquina de TAF e não passar na teórica, mas também não adianta só estudar e não treinar o físico e rodar no TAF.

Ia pra academia todos os dias pela manhã e nos finais de tarde ia pra praia pra treinar os saltos e correr no calçadão.No Rio de janeiro tive mais dificuldade pra treinar os saltos. Além de ser, pra mim, a prova mais difícil, não foi fácil achar as caixas de areia para o salto. Inicialmente estava treinando o salto no Maracanãzinho. Me fazia de louco e entrava como se atleta fosse e ficava lá treinando. Porém um dia fui plotado e não pude mais treinar lá. Então passei a ir treinar na praia de Copacabana e saltar da calçada para a areia. O bizu do salto é melhorar a técnica. Não é força, mas sim jeito. Obviamente tem uns caras que saltam na brutalidade. Mas se aprender a técnica consegue saltar longe. Muita gente recomenda a tal da PLIOMETRIA. Eu particularmente não tenho muita paciência para essas coisas e ficava tentando saltar e assistindo vídeos no youtube tentando analisar o movimento e vendo no que eu poderia melhorar. O BIZU É O MOVIMENTO DOS BRAÇOS E A JOGADA DAS PERNAS. Com relação à natação eu entrei numa escola e fazia aulas duas vezes por semana. Foi importante, pois até então eu achava que a natação seria tranquila por ter feito esse esporte quando era criança e por saber nadar. Ledo engano. Na minha primeira medição de tempo eu fiz em 44 segundos os 50 metros exigidos no TAF, sendo que o tempo máximo era de 41 segundos. Confesso que inicialmente fique meio desesperado, mas aos poucos vi que meu problema era técnico e o professor começou a corrigir minha braçada, posição das mãos, batidas de perna e as coisas começaram a melhorar e consegui baixar meu tempo para 36,35 segundos. Já a Corrida foi bem tranquila, por ser ex militar. E como vocês sabem o que mais o militar gosta de fazer é correr. Logo fiz só alguns treinos de corrida para manter o condicionamento. Minha dica aqui é treinar direcionando o tempo. O teste será numa pista de 400 metros. Logo para fazer o mínimo na corrida (2400) num tempo tranquilo, o ideal é fazer cada volta para 1’40, 1’ 45. Para aqueles que estão desesperados com a corrida, tem o treino chamado Interval training ou intervalado. Recomendo. Já a barra não tem mistério. É subir na barra todo dia. Claro que é importante malhar e fortalecer os grupos musculares utilizados para barra. E a pegada supinada é também mais fácil de fazer.

Passados então quase um mês entre os resultados teóricos e o TAF eis que chega o grande dia. Minha recomendação é que na semana que antecede o TAF o candidato não deve forçar nos treinos e no dia anterior a prova fazer uma alimentação balanceada e dormir cedo. Chegue cedo ao local no dia do teste e fique atento aos chamados pelo pessoal do CESPE. Já vi gente rodar porque ficou esperando no carro e perdeu o chamado do fiscal. O atestado também tem que ser específico para o TAF. Não adianta um atestado geral. Se levar um assim o CESPE te elimina. Fiz na primeira turma e foi tudo bem tranquilo consegui fazer todos os testes. A Adrenalina da prova ajuda a melhorar os índices. O único ponto negativo foi ver a galera reporvando no TAF. O índice de reprovações no TAF da PF é muito alto. E a maioria perde principalmente na natação e no salto.

Passada essa fase do TAF a confiança foi aumentando a cada dia mais. Íamos agora para o Psicotécnico. Muitos pensam que quem reprova em psico é maluco ou algo do tipo. Mas não é bem assim. É um dia inteiro dos testes mais diversos e você sai do local super cansado e sem ter a certeza absoluta de que passou. A sorte da maioria é que hoje, e quando eu fiz também, já existiam diversos sites desmistificando os psicotécnicos, então já se sabe mais ou menos o que é esperado em cada um dos testes. Logo a minha dica é a seguinte: Prepare-se também para o psicotécnico. Procure pelo Manaul do concurseiro Robson. Não precisa estudar e nem ir a psicóloga, mas pelo menos dar uma passada de olho geral nos testes para saber o que é esperado de você. Por exemplo, não se quer um policial violento, mas também não se quer um policial tranquilo demais, certas coisas são meio obvias.

Graças a Deus passei no Psicotécnico e então só faltava o exame médico. Fiz uma série de exames e minha sorte é que eu tenho plano de saúde, pois se fosse pagar aqueles exames todos do meu bolso iria gastar algo em torno de 7 mil reais. Minha dica é: Confira se o médico receitou todos os exames previstos no edital. Pois às vezes um ou outro passa batido e o médico acha que algum deles está englobado em outro exame. Mas o CESPE quer todos os exames separadamente. Vi gente rodar porque não entregou todos os exames. Imagina você passar dentro das vagas e reprovar no exame médico porque não entregou todos os exames. Triste isso e já aconteceu diversas vezes. Vide PCDF e o último concurso da PF. Queridos. No meu próximo depoimento irei falar sobre o curso de formação de Agente de Polícia Federal na Academia de Polícia. Um abraço a todos. E continuem firmes nos estudos pois são 500 vagas em disputa agora em 2018.

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